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RS: qual o impacto da estiagem nas culturas?
29-03-2021

Em 2020, a seca foi uma das principais dores sentidas pelos produtores do Rio Grande do Sul. Meteorologistas entendem que as frentes frias, que trazem a chuva, eram impedidas de passar pelo Estado devido a uma grande massa de ar seco. Circunstâncias como essas são atípicas, por isso, o período de estiagem do ano passado foi o maior registrado desde 2012. De acordo com a Defesa Civil do RS, 122 municípios gaúchos decretaram situação de emergência em razão da estiagem, entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021.

O quadro prejudica, também, o plantio e a colheita nos estabelecimentos agrícolas gaúchos. Além da falta de chuva, a seca reduz o nível dos rios e açudes. Isso prejudica o abastecimento de água utilizada para irrigação. A lavoura de arroz, por exemplo, precisa de “sol na cabeça e água no pé”, como dizem os produtores. 

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz em casca do país. Foram cerca de 7,1 milhões de toneladas produzidas em um ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. No Brasil inteiro, foram produzidas pouco mais de 10 milhões de toneladas em 2019. De acordo com o projeto Brazilian Rice, o país é o maior produtor e consumidor de arroz, fora da Ásia. Ainda, segundo o IBGE, a produção do cereal gera em torno de R$ 6 bilhões ao Produto Interno Bruto - PIB gaúcho.

A soja é outro importante produto para a economia do Rio Grande do Sul. Como o arroz, esta precisa de chuvas regulares e irrigação para se desenvolver. Além disso, o plantio do grão deve ser feito em momentos do ano com temperaturas mais elevadas, entre 20ºC e 30ºC. O estado é o maior produtor de soja da região Sul do Brasil. Foram 18,4 milhões de toneladas produzidas em 2019, gerando receita de R$ 20,6 bilhões, segundo dados do IBGE.

“A gente entende que questões climáticas podem até ser previsíveis, mas elas não são controláveis. Isso traz uma certa insegurança para alguns produtores. O Rio Grande do Sul é um importante mercado para o agro brasileiro. Nós entendemos isso e reconhecemos as dores dos produtores gaúchos, porque elas também são nossas. Com as variações climáticas, o que o agricultor precisa é de fôlego para trabalhar”, relata Tatiane Gusman, economista da fintech agro WTK.

Nesta safra a estiagem voltou a se repetir entre o final do ano passado e começo deste devido ao La Niña mas não foi tão severa. Perdas mais significativas no Estado foram notadas em lavouras de milho e feijão 1º safra, no tabaco e em algumas lavouras de soja pontuais. No balanço final da Emater-RS a safra gaúcha de soja é a maior da história, com alta de 80% e mais de 20 milhões de toneladas. Já no arroz são esperadas 7.6 milhões de toneladas, pequeno recuo de 3% explicado pela queda de produtividade de 8.316 para 7.875 kg/ha.


Por: AGROLINK

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