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29/05/2018
Milho: “Cenário é desolador neste início de semana”
“Com mais de 70 milhões de aves mortas até o momento e a ameaça de morte também no setor de suínos, o mercado de milho está confuso e inseguro. A semana começa diante de incertezas. A greve dos caminhoneiros chega ao seu 8º dia e segue desestimulando negócios no físico”. A afirmação é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica Luiz Fernando Pacheco.

De acordo com o especialista, nem mesmo a intenção de pagar valores significativamente maiores pelas cargas tem sido suficiente para destravar os negócios: “Isto porque compradores estão com seus estoques praticamente zerados e muitos caminhões parados na estrada e, assim, só adquirem cargas com certeza/garantia de entrega imediata”.

“Mais uma vez, ressaltamos que o cenário do setor de proteína animal é preocupante, dada falta de alimento para os animais. Indústrias esmagadoras estão um pouco mais confortáveis, embora os prejuízos de inatividade (custo fixo) acontecem. De maneira geral, Intermediários e Silos também estão descasados (sem fixação/originação) e o fato restringe ainda mais a disponibilidade de grãos dentro do estado”, explica Pacheco.

 

A T&F sinaliza ainda que, nos portos, os embarques também estão parados e as indicações para os grãos (milho e soja) sem alterações, mesmo com a alta significativa do dólar. Nesta segunda (28), as indicações para Santos (SP) e Paranaguá (PR) são de R$ 41,50 a 42,50/sc para agosto e setembro.

FUTUROS

No mercado futuro, as cotações do milho de safra velha (2017/18) voltaram a cair e as de safra nova (2018/19) subiram levemente. Na BM&F o pregão desta sexta-feira foi claramente dividido em dois, de acordo com a safra. As cotações da safra 2017/18 sofreram uma correção técnica, depois de cinco avanços consecutivos, diante dos problemas climáticos, mas, provocada pelas informações de que as geadas são decrescentes e as chuvas deverão retornar em breve.

Fonte: Agrolink
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