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22/09/2017
China pode ampliar em até seis vezes as importações de milho

Demanda é puxada por etanol

A China poderia importar até 20 milhões de toneladas de milho por ano ou seis vezes mais que o nível atual para cumprir com as metas de uso de etanol, segundo revelou um analista. O plano de Pequim é chegar ao uso de etanol em 10% dos carros até 2020. A meta é muito importante para o mercado internacional porque o país asiático é o maior mercado de carros do mundo.

Um volume de 15 milhões de toneladas de etanol seriam necessários quando essa política fosse implementada, ou 45 milhões de toneladas de milho.

Novas políticas do governo chinês tem sido implementadas para aumentar o consumo interno de milho, que contém estoques altíssimos no Norte do país. Na opinião da analista Cherry Zhang, da empresa Shanghai JC Intelligence, por outro lado haverá menos milho disponível a indústria de alimentos.

“Isso causará uma falta de fornecimento no Sul e nós precisaremos importar mais para suprior a demanda,” afirmou Zhang em uma conferência em Hangzhou.

A China transportará para fora do Nordeste do país menos de 30 milhões de toneladas de milho nos próximos cinco anos, o que é uma queda dos atuais 50 milhões de toneladas enviados para outras regiões.

“Nós precisaremos importar entre 10 e 20 milhões de toneladas em média em anos de colheita normal para preencher a brecha,” afirmou Zhang.

A projeção do USDA é de que China deve importar apenas 3,8 milhões de toneladas no ano 2019/20. As importações para a temporada que começa serão de 1,5 milhão de toneladas, segundo o órgão norte-americano, mas seria já de 3,8 milhões de toneladas na temporada 2019/20.

Fonte: Agrolink

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