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14/06/2017
Clima nos EUA dá suporte e milho tem nova valorização na sessão desta 3ª feira na Bolsa de Chicago

A terça-feira (13) foi de ligeiras altas aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal finalizaram o pregão com ganhos entre 3,50 e 3,75 pontos, uma valorização de quase 1%. O julho/17 era cotado a US$ 3,81 por bushel, enquanto o setembro/17 trabalhava a US$ 3,88 por bushel. Já o dezembro/17 encerrou o dia a US$ 3,99 por bushel.

Mais uma vez, o mercado encontrou suporte nas especulações sobre o clima no Meio-Oeste americano. "O mercado observa com ansiedade as previsões de chuvas para os próximos dias. O monitoramento do clima nas regiões produtoras continua como o principal atrativo dos mercados agrícolas", destaca a Granoeste Corretora de Cereais.

"As tempestades que se deslocam pelas Dakotas nesta manhã são partes de dois sistemas que deverão trazer boas chuvas para as partes central e leste do Meio-Oeste americano", reportou o site Farm Futures. Ainda assim, em algumas partes do Corn Belt o clima não permanecerá ideal.

Ainda ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou que 67% das lavouras apresentam boas ou excelentes condições. O índice estava em 68% na semana anterior. Em torno de 25% das plantações registram condições regulares e 7% estão em condições ruins ou muito ruins.

"Com pouco acordo com os modelos climáticos, acho que as classificações das lavouras oferecem suporte para o comércio", reportou Benson Quinn Commodities, em entrevista ao Agrimoney.com.

Além disso, as cotações do cereal também foram impulsionadas pela forte valorização do trigo. O clima também continua dando suporte aos preços da commodity. As principais posições do trigo subiram mais de 10 pontos nesta terça-feira. O julho/17 era cotado a US$ 4,45 por bushel, enquanto o setembro/17 era negociado a US$ 4,59 por bushel.


Mercado brasileiro

De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a saca do cereal subiu 4,55% nesta terça-feira (13), com a saca a R$ 23,00. Em Campinas (SP), a alta foi de 1,92%, com a saca a R$ 26,60.

No Porto de Paranaguá, a saca futura subiu e encerrou o dia a R$ 29,50, com valorização de 1,72%. Em contrapartida, o valor caiu 2,56% em São Gabriel do Oeste (MS) e a saca encerrou o dia a R$ 19,00. Nas demais praças pesquisadas o dia foi de estabilidade.

As cotações permanecem com comportamentos distintos, segundo reporte do Cepea. Os participantes do mercado permanecem atentos à chegada da safrinha no mercado. Porém, em algumas localidades os vendedores permanecem retraídos no mercado spot.

Em Mato Grosso, a colheita já está completa em 5,43% da área cultivada nesta temporada, conforme último levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). A região médio-norte é mais adiantada, com 7,87% da área já colhida.

Enquanto isso, no Paraná a área colhida está próxima de 1%, de acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural). 93% das plantações apresentam boas condições.

Já na BM&F Bovespa, as principais posições do cereal encerraram a sessão em campo misto. O setembro/17, referência para a safrinha, subiu 0,41% e encerrou o pregão a R$ 27,19 a saca. O novembro/17 caiu 0,11% e finalizou o dia a R$ 27,90 a saca.

Além da influência da Bolsa de Chicago, as cotações também foram direcionadas pelo comportamento cambial. A moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 3,3083 na venda, com queda de 0,10%.

Conforme dados da agência Reuters, o câmbio passou por uma correção depois dos ganhos recentes, embora a cena política brasileira permaneça em foco. "Ainda há a cautela diante do risco político, mesmo após o PSDB não ter abandonado o governo do presidente Michel Temer, pelo menos por ora", reportou.

Por: Fernanda Custódio

Fonte: Notícias Agrícolas

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