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08/06/2020
Dólar cai e soja patina no Brasil

Com a volta do otimismo e ‘apetite’ ao risco, fluxo cambial continua valorizando o Real

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (05.06) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação caindo 0,91% nos portos, para R$ 107,27/saca (contra R$ 108,25/saca do dia anterior). Com isto a perda acumulada nos portos neste mês ficou em 0,22%.

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, no setor agrícola brasileiro, o mercado foi tomado pela queda cambial que arrastou toda a precificação de soja e milho no país: “Com a volta do otimismo e o melhor ‘apetite’ ao risco do investidor internacional, o fluxo cambial continua positivo no Brasil, tornando maior a procura pro Real. Enquanto isso na zona rural do país, a colheita do milho safrinha já inicia em alguns estados, alcançando os 2,4% à nível nacional, contra 5,3% no mesmo período de 2019 e 1,8% na média”.

No mercado interno dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, com a queda do Dólar ante ao Real, os compradores tradicionais não puderam oferecer bons preços e perderam para uma indústria. No Centro-Oeste também os preços e os volumes foram menores em função da queda da moeda norte-americana, afirma a T&F Consultoria Agroeconômica.


CHINA

Os analistas da T&F apontam que a demanda chinesa esteve presente tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos na semana que passou, com os do mercado de safra velha buscando embarques de julho e agosto no Brasil e os últimos em busca de embarques entre setembro e dezembro nos EUA. “No Brasil, a estatal Cofco comprou mais duas cargas em uma base FOB na quinta-feira com um carregamento de setembro na última metade e o outro na última quinzena de outubro. Com isto, a China completou a compra de 10 cargos (600 mil toneladas) de soja brasileira nesta semana”, conclui a T&F.

Fonte:Agrolink

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