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29/01/2020
Tendência é negativa em Chicago

China fora do mercado, receio com coronavírus e entrada da nova safra brasileira pressionam os preços

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (28.01) baixas de 2,25 pontos no contrato de Março/20, fechando em US$ 8,95 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 2,00 e 2,25 pontos.

Os principais contratos futuros tiveram mais uma sessão de perdas no mercado norte-americano da soja, consolidando a tendência de baixa. “A ausência de novas compras de soja americana por parte da China, junto ao pessimismo que acompanha a propagação do coronavírus (que se refletirá em menos compras chinesas) pressionaram as cotações. Por outro lado, o início da colheita no Brasil, que espera novo recorde de produção, também trouxe pressão”, apontam os analistas da T&F Consultoria Agroeconômica.

De acordo com a ARC Mercosul, a especulação desacelerou o movimento de aversão ao risco frente à dispersão do Coronavírus: “A ‘emoção’ [do dia anterior] foi tomada pela ‘racionalidade’. O mercado tenta entender os efeitos negativos deste novo vírus na economia e o resultado parece claro: apesar de danos temporários e investimentos de urgência em medidas de controle sanitário na Ásia, o fluxo do comércio mundial deverá se manter intacto após tanta euforia”. 

“Com o passar dos dias, os fundamentos básicos do mercado agrícola voltarão a tomar as rédeas da tendência de preços. A ARC lembra que, assim como em 2019, este começo de ano deverá trazer menores oportunidades de travas futuras, uma vez que a safra sul-americana está sendo colhida e novas oportunidades de preços só serão geradas com as expectativas da safra estadunidense”, concluem os analistas.

Fonte: Agrolink

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