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24/07/2019
Dólar salva os preços da soja

“Os boatos de que a China teria liberado a compra de soja americana sem impostos não mexeu com o mercado

A queda de 0,28% das cotações em Chicago, nesta terça-feira, foi suplantada pela forte alta de 0,90% na cotação do dólar, o que acabou fazendo com que os preços no porto subissem algo ao redor de R$ 0,50 por saco para R$ 79,00. Já os preços do mercado interno recuaram 0,82% para R$ 72,89/saca, segundo informou o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica.

“Os boatos de que a China teria liberado uma quota de 2,2 milhões de toneladas para compra de soja americana sem impostos não mexeu com o mercado porque, mesmo sem estes encargos, a soja americana não é competitiva, neste momento, não alterando em nada a movimentação do mercado”, comenta o especialista.

Em relação ao Brasil, o mercado de Paper de Paranaguá, apesar de estar 2 cents mais firme, também não mostrou negócios reportados. “Os prêmios C&F (CIF portos da China) da soja brasileira voltaram a cair para 184 (187)q para agosto e para 197 (198)q para setembro. Os prêmios da soja argentina permaneceram inalterados em 165q, assim como os da soja americana, que estavam em 200q para agosto e 185q para setembro e 152q agosto nos portos do Pacífico. No porto de Dallian, na China, a soja física fechou a US$ 494,13 (491,63)/t, o farelo de soja a US$ 413,16 (416,50) e o óleo de soja a US$ 785,30 (785,62)/t”, comenta.

“Em Rotterdam, o principal porto não-China de demanda de soja e subprodutos, a soja-grão foi negociada a US$ 379,5 (385,10), o pellets de soja foi negociado a US$ 367,00 (371,00)/t. No que se refere aos óleos vegetais, o óleo de canola foi negociado em Rotterdam a US$ 849,78 (846,66)/t, o óleo de linhaça, a US$ 770,0 (772,50), o de soja a US$ 736,03 (734,52), o óleo de girassol a US$ 780,00 (780,00), o óleo de palma a US$ 495,00 (490,00)”, conclui.

Fonte: Agrolink

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