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03/07/2019
Chicago registra queda motivada pelo clima
“O mercado ainda é pressionado pela expectativa de clima mais quente no Meio-Oeste dos Estados Unidos"

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago acabaram fechando em queda está terça-feira, segundo informações divulgadas pelo especialista Luiz Fernando Pacheco, que é analista da T&F Consultoria Agroeconômica. De acordo com ele, o clima mais quente é o principal fator que pressiona os preços.

“O mercado ainda é pressionado pela expectativa de clima mais quente no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Segundo a empresa de meteorologia DTN, a previsão para os próximos cinco dias é de temperaturas próximas ou acima da média na região, o que deve beneficiar o desenvolvimento da safra. Após esse intervalo, os modelos indicam tempo mais frio e alguns períodos de chuva”, comenta.

Ainda segundo Pacheco, “as condições são favoráveis, mas muitas áreas estão com o desenvolvimento atrasado por causa do clima excessivamente úmido durante a primavera no Hemisfério Norte, disse a DTN. O vencimento novembro da oleaginosa recuou 9,75 cents (1,07%), para US$ 8,9875 por bushel”.

“Ontem, após o fechamento do mercado, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que apenas 54% da safra de soja tinha condição boa ou excelente até a semana passada, sem variação em relação à semana anterior. Na época correspondente do ano passado, essa parcela era de 71%. O plantio da soja estava 92% concluído, ante 99% na média dos cinco anos anteriores. O USDA disse também que 83% da safra tinha emergido, em comparação a 95% na média de cinco anos”, completa.

Para finalizar, é possível dizer que os estoques volumosos do grão nos EUA também vêm pesando sobre os negócios. "Os preços da soja e do trigo continuam sob pressão por causa dos grandes estoques da safra velha, o que propicia ampla margem para erro este ano", disse um analista local.

Fonte: Agrolink

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