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20/05/2019
Agricultura favoreceu mutação de genes humanos
A agricultura alterou de maneira muito profunda a dieta do ser humano, e também os patógenos com os quais se defrontaram, o que favoreceu certos genes, em detrimento de outros. Nesse cenário, os estudos identificaram mais de cem genes que foram favorecidos pela recente seleção natural, muitos por causa da agricultura.

Ainda nem todos estes genes são conhecidos, mas uma grande porcentagem deles eram resultado do confronto dos seres humanos com alguns patógenos mortais, como peste bubônica, lepra, febre tifoide, malária, sarampo e tuberculose. Assim, de acordo com um livro publicado por Marcus Chown, muitas adaptações surgiram para lidar com o aumento de açúcar no sangue causado pela ingestão de muitos carboidratos, como o gene TCFL2, que promove a secreção de insulina após uma refeição, o que nos protegeu contra o diabetes tipo 2.

O exemplo mais estudado são os genes que ajudam a digerir o leite após o desmame. A partir dos quatro ou cinco anos de idade o ser humano parou de produzir lactase em seu sistema digestivo, impedindo-os de digerir corretamente o leite de cabras ou vacas.

Nesse sentido, a agricultura estimulou claramente as taxas de evolução porque, como as populações exploravam demograficamente, cada geração produziu muitas outras novas mutações nas quais a seleção pode atuar. Tentativas de medir esse aumento na diversidade identificaram mais de um milhão de novas variantes genéticas que surgiram em várias populações em todo o planeta ao longo das últimas centenas de gerações.  

Fonte: Agrolink
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