NOTÍCIAS
25/02/2019
Compras chinesas nos EUA “mudam tudo” para o Brasil

No final da tarde de sexta-feira (22.02) o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciava que a China tinha se comprometido a comprar uma cota adicional de 10 milhões de toneladas de soja norte-americana. Na avaliação da T&F Consultoria Agroeconômica, “isto muda tudo” para o Brasil.

“O óbvio é que Chicago irá subir. Mas até onde? Calcula-se que possa chegar a US$ 9,40 (por bushel que seria um limite de alta) e depois para US$ 9,60, talvez, para mais tarde buscar aos poucos um objetivo ao redor de US$10,50/bushel”, explica o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

Outro ponto importante, destaca, é que se este súbito e grande aumento da demanda por soja americana justamente durante a janela de exportação do Brasil vai afetar a demanda pela soja brasileira e argentina: “Concretamente falando, a partir desta segunda-feira é possível que a demanda por soja brasileira sofra uma breve queda na demanda e nos prêmios”.

“Nos últimos 20 dias os prêmios da soja no Brasil passaram da média de +35 para +70, mas foi uma circunstância eventual, em que a China procurou se cobrir um pouco mais de soja de outras origens, que não a americana, para poder negociar melhor. Assim, é possível que os prêmios no Brasil recuem para próximo ao que eram (+35) nos próximos dias”, projeta.

No entanto, ressalta o especialista, esses prêmios serão grandemente compensados com as altas seguidas que provavelmente ocorrerão com as cotações de Chicago. “Se Chicago atingir $10,50 os preços no Brasil poderão subir mais 30 dólares/ton ou R$ 112,5 ou mais R$ 6,75/saca, fixando o preço no interior R$ 80,00/saca. Poderiam, bem entendido, não estamos dizendo que subirão, porque é apenas uma possibilidade. Mas, que esta possibilidade existe, existe, dependendo da continuação da demanda por soja brasileira. Só não existirá se ela cair a zero, o que achamos difícil”, conclui.


Fonte: Agrolink
GALERIA DE FOTOS
Nenhuma imagem cadastrada.
 
OUTRAS NOTÍCIAS