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06/02/2019
Indústrias de máquinas pedem mais R$ 3 bilhões em crédito para safra atual

Enquanto o governo discute como será a próximo Plano Safra, possivelmente com menos juro subsidiado para crédito agrícola, o olhar do agronegócio ainda está direcionado para o ciclo atual. Indústrias de máquinas e equipamentos já alertaram sobre a necessidade de suplementação de recursos ao Moderfrota — principal linha de financiamento de tratores e colheitadeiras do país, alimentada com dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES). Na sexta-feira, o pedido de aporte de R$ 3 bilhões será reforçado à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

— A previsão é de que os recursos atuais acabem no final de março ou antes — prevê Pedro Estevão Bastos de Oliveira, executivo da Jacto e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A forte demanda por crédito rural para compra de máquinas agrícolas foi observada principalmente no segundo semestre de 2018, quando a contratação de financiamento pelo Moderfrota aumentou 48%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

— O mercado de grãos teve um ano muito favorável, tanto pelo dólar quanto pela rentabilidade da atividade agrícola — completa o dirigente da Abimaq.

No total, foram disponibilizados R$ 8,9 bilhões ao Moderfrota, dentro do plano safra agrícola em vigor até o final de junho.  

— Essa suplementação (de R$ 3 bilhões) é muito necessária. Embora já estejam discutindo o próximo plano, não podemos esquecer que temos uma safra ainda em andamento — afirmou Rafael Manfroi Miotto, vice-presidente da New Holland na América Latina, que fechou 2018 com aumento de 15% nas vendas no mercado brasileiro.

A percepção do mercado, confirmada na primeira grande feira do agronegócio do ano no país, no oeste do Paraná, é de que o produtor está mais disposto a investir, pela perspectiva de uma boa safra de grãos e também pela incerteza em relação à nova política de juro agrícola – em formatação pelo governo. Ninguém quer pagar para ver o que virá.

Fonte: GauchaZH
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