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24/10/2018
Preço do trigo deverá seguir em alta impulsionado pelo clima

A seca que acometeu as regiões dos EUA, Argentina, Rússia e Ucrânia fez com que outros produtores se destacassem

Os preços do trigo nas cotações de Chicago devem manter a perspectiva de alta até o final deste ano de 2018, motivados pela atual situação do clima que acabou afetando as principais regiões produtoras do cereal mundo afora. De acordo com a consultoria INTL FCStone, quando comparado com a média dos três anos anteriores, o atual patamar das cotações está 14,3% acima do observado. 

“Esse movimento é atípico, considerando-se que a sazonalidade dos preços do trigo no hemisfério norte sugere uma queda acentuada nos preços do cereal a partir do mês de agosto, tendência que se estende até o mês de dezembro”, diz a consultoria. 

Segundo a INTL FCStone, a seca que acometeu as regiões dos EUA, Argentina, Rússia e Ucrânia fez com que outros produtores secundários passassem a ser o alvo dos compradores, como Austrália, Canadá, União Europeia e até mesmo Brasil. “Nos meses mais recentes, as chuvas voltaram com certa regularidade a boa parte das áreas de cultivo da União Europeia, dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, beneficiando as lavouras desses países”, informa 

Contudo, mesmo com os preços elevados, o País importou um volume maior do que a média dos três anos anteriores desde novembro de 2017, com exceção apenas dos meses de maio e junho deste ano. Em julho, a consultoria afirma que houve um aumento registrado de 68,9% no volume importado apenas de trigo argentino pelo Brasil.  


“Mesmo com a reaplicação das tarifas na Argentina, as exportações argentinas continuam bastante elevadas, principalmente porque o Brasil, país beneficiado pela vigência da Tarifa Externa Comum (TEC) entre os países do Mercosul, depende do produto argentino para o seu abastecimento interno”, indica.

Fonte: Agrolink

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