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17/10/2018
Clima e guerra comercial EUA-China exercem pressão baixista nos preços da soja

Cerca de 38% da safra de soja dos EUA foi colhida até o dia 14/outubro, contra 32% uma semana antes, segundo o relatório semanal do USDA. Isso ainda está bem atrás da média de 53% dos últimos cinco anos. Comparado a igual período de 2017, quando 47% das lavouras estavam colhidas, o atraso é de 15%. 

Seis vezes a quantidade normal de chuva caiu nas regiões do Meio-Oeste e das Planícies nas duas últimas semanas, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, o que atrapalhou as atividades de colheita da soja e do milho nos EUA. 

As lavouras tiveram leve piora em relação à semana anterior, quando 68% eram consideradas boas a excelentes, agora 66% estão assim classificadas.

Todavia, a partir de segunda (15) o clima mais seco voltou em algumas partes do Meio-Oeste, o que deve permitir que a colheita acelere nesta semana, mas o clima frio em algumas áreas retardará o processo de secagem. 

A trégua do clima chuvoso pressionou as cotações da soja na CBOT, que fechou em campo negativo na segunda (15). A preocupação com a disputa comercial aparentemente interminável entre os EUA e a China, que costumava ser o maior comprador de soja norte-americana, também impacta no tom baixista dos preços da oleaginosa. 

A soja ficou um pouco mais baixa durante a madrugada de segunda-feira, em meio a um clima mais seco em algumas regiões do meio-oeste americano, e a preocupações com a disputa comercial aparentemente interminável entre os EUA e a China. 

Isso não é um bom sinal para os exportadores de soja, embora outros países tenham intensificado as compras em função dos preços baixos, incluindo a Holanda e a União Européia, o avanço dos americanos no mercado europeu, porém, não dá muito fôlego às exportações daquele país, pois a Europa tem uma importação restrita quando comparado à chinesa. 

Fonte: AFNews Agrícola

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