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28/09/2018
Algodão transgênico chinês promete diminuir uso de pesticidas

Cerca de um terço dos pesticidas na China são usados no algodão

Um estudo conduzido por Wei Zhang, do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares da China, indicou que tanto as infestações de insetos no algodão, quanto o uso de inseticidas para controlar a praga, diminuíram drasticamente entre 1997 e 2015, quando o uso da variedade transgênica foi iniciado. Embora a função dessa modificação fosse combater apenas a lagarta, a subsequente redução nas aplicações de pesticidas permitiu que os predadores naturais controlassem outras pragas de insetos, como os pulgões. 

Historicamente, cerca de um terço dos pesticidas na China são usados no algodão e muitos deles são classificados como extremamente perigosos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), contribuindo para cerca de 500 mortes de aplicadores por ano devido ao envenenamento por pesticidas. Nesse cenário, a redução desses defensivos na agricultura chinesa de é uma prioridade, porque a China é o maior produtor de algodão do mundo, usando quatro vezes mais pesticidas (em toneladas de ingredientes ativos) do que os Estados Unidos. 

De acordo com Zhang, os produtores chineses têm condições de reduzir ainda mais as aplicações de defensivos químicos em suas lavouras e substituí-los por técnicas mais sustentáveis de controle de pragas. No entanto, eles se abstêm de fazer uso dessa diminuição porque temem os riscos que podem sofrer caso as novas medidas tomadas não surtam efeito e, principalmente, não têm informação suficiente que os permita a entender de fato como essas novas técnicas funcionam. 

Um recente estudo publicado na revista peer-reviewed PNAS indicou que o algodão geneticamente modificado não é uma solução definitiva quando se trata de diminuir o uso de pesticidas na agricultura chinesa. No entanto, a publicação contraria os ambientalistas e afirma que os transgênicos são fundamentais para a diminuição do uso de agroquímicos e na promoção de uma agricultura mais saudável.

Fonte: Agrolink

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