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21/09/2018
Produtores gaúchos preparam plantio da soja

Plantio da soja deve iniciar ainda neste mês de setembro no Rio Grande do Sul, onde as áreas estão sendo preparadas (dessecadas) para a nova safra

O plantio da soja deve iniciar ainda neste mês de setembro no Rio Grande do Sul, a partir de alguns municípios no Noroeste do Estado, como Doutor Mauricio Cardoso, Novo Machado e Porto Lucena, onde as áreas estão sendo preparadas (dessecadas) para a nova safra. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19/09), o objetivo dos produtores é realizar um segundo plantio (chamado safrinha), mesmo sem reconhecimento técnico por parte da pesquisa. São lavouras implantadas com recursos próprios e sem amparo do Proagro, uma vez que, nessa época, ficam fora do zoneamento agroclimático para a cultura, alerta o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura. 

Com condições favoráveis de umidade do solo e boa insolação, o plantio do milho avança e atinge 38% da área prevista, percentual considerado normal para a época. As sementes têm apresentado boa germinação, dando às lavouras uma população de plantas dentro do esperado para uma boa produção futura. No momento também se realiza o controle de ervas daninhas em pós-emergência, sendo que em áreas plantadas mais cedo já está em andamento a adubação nitrogenada em cobertura. Não há registros sobre ataque de pragas nesta fase da cultura e as plantas apresentam bom aspecto fitossanitário.

As primeiras lavouras de feijão começam a ser implantadas no Noroeste do Estado. Essas lavouras já se encontram em fase de receber a primeira cobertura de nitrogênio. Plantas estão com desenvolvimento vegetativo bom e a semana, com predomínio de dias ensolarados, favorece a cultura, que apresenta boa sanidade, livre de pragas e doenças.

Grãos de inverno

Trigo - Atualmente apenas 16% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento), 33% se encontram em floração e 50% em enchimento de grãos, com 1% da área já em maturação. Com o tempo seco dos últimos dias, o desenvolvimento das plantas em geral é considerado muito bom. Segue em andamento o controle fitossanitário, especialmente o controle da Giberela, nas lavouras que estão em floração e formação do grão. Não há registros do ataque de pragas, como o pulgão. A expectativa é iniciar a colheita na segunda semana de outubro, com perspectiva de atingir uma produtividade média ao redor dos 3 mil quilos por hectare.

Canola - A cultura encontra-se nas fases de enchimento de grãos e maturação, apresentando cerca de 1% da área já colhida no Noroeste do RS, encontrando-se com bom stand de lavouras. Em relação às geadas nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste, foi possível observar os danos ocorridos no início da formação das síliquas, as quais ficaram com tamanho diminuto e com baixa aderência no racemo, tendo a queda facilitada. Não é possível avaliar de forma definitiva a redução da produtividade nessas áreas, mesmo assim a produtividade média esperada atualmente é de aproximadamente 1,5 t/ha. 

Cevada - A cultura encontra-se na fase formação de espigas. As doenças, como oídio, manchas folhares e ferrugens, diminuíram de forma significativa com os tratamentos fitossanitários. O potencial produtivo das lavouras mantém-se dentro das expectativas, e até superiores, estimando-se produtividade média em algumas regiões em torno de 3,3 t/ha e com boa qualidade industrial. Uma das grandes preocupações dos agricultores está relacionada às geadas ocorridas em agosto, que poderão ter debilitado as plantas, favorecendo assim a entrada de doenças fúngicas e a presença pragas. A cultura segue monitorada pelos agricultores.

Olerícolas e frutícolas

Aipim/mandioca - As lavouras estão sendo colhidas para consumo das famílias e comercializadas no Vale do Caí. O cozimento ainda é bom, a aparência final do produto é boa e a produtividade é ótima. Mais de 90% das lavouras já foram colhidas, sendo destinadas para consumo humano e animal. Iniciou o plantio da nova safra. No Vale do Taquari, a estimativa é diminuir mais ou menos 10% da área destinada à cultura, principalmente em função da falta de mão de obra e baixo preço recebido no último ano pelo produto. Nos últimos meses, o produtor recebeu R$ 5,00 a caixa com 20 kg.

Uva - Na maior e mais importante região de produção vitivinífera do país, a Serra gaúcha, as condições climáticas foram favoráveis, mas ainda restam centenas de hectares a serem submetidos à poda seca de produção, principal prática cultural de Inverno. Esse retardamento foi proposital, pela ocorrência frequente de baixas temperaturas no mês de agosto. Porém, nesses últimos dias que apresentaram elevação constante das temperaturas, mesmo as variedades mais tardias já evidenciam sinais típicos de início de brotação. As variedades mais precoces se encontram em média 30 dias atrasadas na fase vegetativa. Cultivares superprecoces, como a Vênus, e agricultadas nos locais mais quentes, como no vale de grandes rios da região, se encontram com brotos de um metro de comprimento e inflorescências no estádio 17 da escala de Eichorn & Lorens, ou seja, inflorescências desenvolvidas e botões florais separados. Estacas e mudas em canteiros, áreas novas ou de renovação estão com excelentes índices de pegamento, face à manutenção contínua da umidade do solo e alta umidade do ar.

Citros - Encaminha-se para o final a colheita de frutas cítricas na região do Vale do Caí. Ao mesmo tempo, finaliza a colheita de 2018 e começa a se desenvolver a safra de 2019 com a floração das laranjeiras e bergamoteiras. O preço médio recebido pelos citricultores pela lima ácida Tahiti, o limãozinho verde, muito utilizado para fazer a caipirinha, ficou em R$ 45,00, mantendo elevação constante desde o mês de agosto, o que é normal nesta época do ano. 

Criações

O clima da última semana proporcionou um quadro bastante positivo para as pastagens de Inverno, motivando muitos produtores a investirem novamente na atividade, principalmente na produção de alimento para os animais. Houve temperaturas em elevação e o sol voltou a predominar, favorecendo o desenvolvimento inicial das brotações das forrageiras de Verão e o rebrote do campo nativo, com muito boa oferta de pasto verde. Assim, a menor oferta de silagem e de concentrado melhora a renda do produtor, pelo menor custo de produção.

Piscicultura - A época é preferencial para o povoamento dos tanques, devido ao fim do período invernal e início do calor. Assim, voltam a ser organizadas as encomendas de alevinos e seguem as orientações de manejo dos tanques com peixes e o preparo dos açudes que deverão receber esses alevinos. Nos tanques que já têm alevinos está ocorrendo o fornecimento diário de ração para crescimento das criações. O nível dos açudes é considerado bom para a produção de peixe.

Fonte: Emater/RS - Agrolink

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